sábado, 21 de novembro de 2009

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Minha noção de tempo anda meio "sem noção". Quanto tempo faz que eu deixei as fraldas e comecei a decidir por mim? Onde fica a linha tênue que separa o que vivi daquilo que vivo?


A sessão nostalgia continua... pessoas, fatos, lugares. Quanto tempo passa pra cada minuto que penso em tudo que já foi? Fotos que parecem paleozóicas na verdade contam menos de uma década. Eu e o tempo somos como campo elétrico e fluxo de elétrons: Um vai na direção contrária do outro.


Ao mesmo tempo tento fugir à regra da pujança das horas. Sinto-as cada vez mais arrastadas. Meu desejo é tunelar (no sentido quântico da coisa) para depois de amanhã... semana que vem... ano que vem... quem sabe uns dez anos? 


4h10: o sono já passou por mim umas duas ou três vezes. Por fim, desistiu de tentar me arrastar pra cama. Talvez tenha notado que na ânsia de fazer as coisas acontecerem eu prefira  gastar as horas acordado, afinal, dormir e acordar não faz com que os problemas fiquem no dia anterior. Muitas vezes é o contrário: sonhar com a salada de frutas e acordar com um prato delas esperando serem descascadas dá uma certa frustração. Prefiro me considerar na ativa a 22 anos, 4 meses, 9 dias, 4 horas, 15 minutos e 6 segundos, 7, 8, 9, 10, 11...


É quase hora (de quê?????)... com licença que eu vou tomar meu chá de cogumelos...

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